Minha Sampa.

fevereiro 22, 2011

“E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vem de outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade”
Sampa – Caetano Veloso

E andando por tuas ruas e avenidas, aprendi a te amar. A te chamar de casa, sei não, mas a te amar, sim.

Aprendi a amar tua pressa, tua rotina desvairada, tuas tardes de tempestade e teu caos.

Teu caos, que todo mundo finge não ver.

Aprendi a desbravar-te, olhar atentamente em cada canto teu, ver beleza na tua feiura, na tua sujeira, na tua desorganização.

Aprendi a controlar o tempo, para me adequar ao teu tempo, que é só teu.

Aprendi que o teu cinza é teu, de mais ninguém.

Aprendi a apertar os passos, para não tropeçar.

Aprendi a te entender, eu acho. Aprendi tua poesia única e cínica.

Aprendi que alguma coisa acontece em meu coração quando cruzo a Ipiranga e a Av. São João, sim.

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Me ensina a chamar-te de realidade?

Lição de vida.

janeiro 31, 2011

Chega uma hora na vida que a gente precisa aprender a deixar de ser tonta. Chega uma hora que você não aguenta mais relevar, deixar passar, esquecer. Chega uma hora que cansa. E a hora chegou.

Eu sempre fui aquela pessoa que aguenta tudo o que acontece. Perdoa quem não merece, finge que não vê o que está bem na frente dos olhos, aceita, guarda em um canto tudo o que não quer lembrar. Mas sempre lembra. Sempre, o que está naquele canto, volta a tona. E eu sempre sofri meio calada, meio sozinha, com medo de expor os sentimentos para os outros, com medo de magoar, mesmo magoando a mim mesma. O sorriso simplesmente cobria tudo aquilo que gritava dentro de mim. Era um tal de “tudo bem…”, “não, não foi nada”, que chegava a ser ridículo. E, o que mais me doí, é que pra mim estava tudo bem mesmo. Eu não ligava de mascarar tudo isso, não ligava de fingir que nada havia acontecido, pior, não ligava de me magoar.

Até que um dia tudo explode. Nada mais cabe dentro de você, o canto está lotado e qualquer pingo d’água faz com que tudo transborde. Esse pingo d’água foi mais uma tempestade e tudo transbordou, saiu em um dilúvio. Eu gritei, literalmente, tudo o que tinha que ser gritado.

Guardar doí demais. Esconder machuca. Ficar calada te deixa muda para sempre. Aprender a não se magoar é difícil, aprender a falar o que está dentro é mais difícil ainda. Mas chega uma hora na vida que a gente tem que aprender.

03/01/2011

janeiro 25, 2011

E a cada trago de um cigarro envelhecido os sentimentos são puxados mais para dentro. Ficando ali, escondidos, sendo cultivados na escuridão, crescendo cada dia mais.

 

Pack up

janeiro 21, 2011

i get tired, and upset
and i’m trying to care a little less
and i googoo i only get depressed
i was taught to touch those issues i was told
don’t worry, there’s no doubt
there’s always something to cry about…

Ansiedade.

janeiro 20, 2011

é quando tudo começa a andar e você não vê a hora de dar certo.